mercredi 8 juin 2011

A vitória de Ollanta

Por Emir Sader

“Quando se estrepou o Peru?”, pergunta um personagem ao amigo, na notável novela de Vargas Llosa, Conversas na Catedral. Os dois dão por estabelecido que o Peru tinha se estrepado. Se tratava somente de saber quando. Embora escrito há mais de quatro décadas (1969), na fase melhor da obra do Nobel peruano, poderia incluir o que o país viveu até agora.

A vitória de Ollanta Humalla para a presidência do Peru fecha um longo ciclo de governos neoliberais e abre novas perspectivas para o país, ao mesmo tempo que fortalece o campo dos processos de integração regional e enfraquece a precipitada operação de construção de um eixo neoliberal, com o México, a Colômbia e o Chile, em contraposição aos governos posneoliberais.

governo nacionalista de Velasco Alvarado (1968-1975) foi seguido de uma serie de governos que buscaram desarticular os avanços do governo de Velasco, tanto no plano da reforma agrária, quanto na construção de um projeto nacional no Peru. Foi derrubado por um golpe militar dado por um ministro seu , Morales Bermudez, que governou até 1980.

Foi sucedido por Alan Garcia (1985-1990), do partido mais estruturado do Peru, o Apra, que tentou uma moratória da divida externa peruana, não recebeu sequer apoio de governos da região, não conseguiu controlar a inflação e caiu, sem apoio interno. Na sua sucessão se degladiaram Vargas Llosa, com um programa claramente neoliberal, e o desconhecido Alberto Fujimori, que se valeu da rejeição do estilo aristocrático do escritor, para triunfar.

No governo, Alberto Fujimori (1990-2000) assumiu um projeto de contrainsurgencia que, ao mesmo tempo que combatia a guerrilha do Sendero Luminoso, destruía a espinha dorsal do forte movimento popular peruano, tanto no campo, quanto na cidade. Entre as ações do Sendero – que atacaram também as forças populares que não se submetiam à sua ação - e as ações do Exercito, o movimento popular peruano sofreu, sob um fogo cruzado, ações demolidoras, que o reduziu à uma expressão mínima. Fujimori deu um golpe, fechou o Congresso e interveio na Justiça (para o que recebeu, vergonhosamente para nós, o apoio de FHC), estendeu seu mandato, mas terminou caindo por processos de corrupção e violência, pelo que, depois de fugir para o Japão, foi condenado a 23 anos de prisão, cumprindo atualmente a pena.

Foi a partir dessa destruição da capacidade de defesa e resistência do movimento popular que se erigiu o projeto neoliberal no Peru, mediante os governos de Fujimori, Toledo (2001-2006) e Alan Garcia (2006-2011) cobrindo um período de mais de 20 anos, em que a economia peruana voltou a crescer, em base a uma extensa exploração extrativista exportadora das riquezas do pais, centrada no ingresso maciço de empresas estrangeiras. As condições não poderiam ser melhores para essas empresas, dado que a tributação geral no país gira em torno de 15% do PIB, sem recursos para que os governos fizessem políticas sociais.

Repetiu-se assim com Fujimori, Toledo e Alan Garcia, o mesmo padrão de governo: continuidade do alto crescimento do PIB, centrado na exportação de minerais – ouro, zinco, cobre, gás, basicamente -, sem políticas sociais, com governos que, eleitos, perdiam popularidade de forma estrepitosa, seja pela corrupção que os envolveu a todos, seja pela falta de políticas sociais redistributivas.

Na eleição anterior se enfrentaram o projeto nacionalista de Ollanta Humala e Alan Garcia. Valendo-se de forte campanha de medo, depois que Ollanta havia triunfado no primeiro turno, com o apoio explícito de Hugo Chávez, Garcia triunfou por pequena margem e voltou ao governo, desta vez para dar continuidade aos programas neoliberais de seus antecessores e sofrer o mesmo tipo de desgaste. No final do seu governo, já com menos de 10% de apoio, Toledo havia assinado um Tratado de Livre Comércio com os EUA. Apesar de não se comprometer explicitamente em mantê-lo durante a campanha, Garcia assumiu o TLC e consolidou a abertura neoliberal da economia peruana. Com a recessão norteamericana, no entanto, o Peru passou a ter na China o seu principal parceiro e no Brasil um sócio muito importante, ambos com crescentes investimentos no país.

A invasão de terras indígenas na região amazônica por empresas transnacionais para explorar suas riquezas minerais levou ao despertar de importantes movimentos indígenas, o que ocasionou, entre outros conflitos, um massacre chamado de Baguazo, em junho de 2009, que teve 34 mortos, pela resistência indígena a ocupação de terras para exploração mineral. O Congresso peruano aprovou nesse momento uma legislação que contemplava a consulta aos movimentos indígenas sobre os investimentos.

Essa legislação passou a se constituir em um obstáculo a investimentos já existentes e a outros programados, mas o governo nunca a regulamentou, promovendo situações de incerteza, tanto para os investimentos, como para os movimentos indígenas. Dias antes do segundo turno das eleições desta semana, um movimento parou a região de Cuzco, só aceitando suspendê-lo pela intervenção de Ollanta, mas com a perspectiva de retomá-lo em seguida, se não houver solução para suas reivindicações.

Movimentos deste tipo fizeram com que o país tivesse que reconhecer a região amazônica como região importante para o Peru e despertaram movimentos antes pouco conhecidos no país, promovendo os conflitos sociais mais importantes, que devem se prolongar no novo governo.

O desprestigio de Garcia fez com que seu partido praticamente desaparecesse – elegeu apenas 4 parlamentares -, deixando aberta a sucessão, para a qual se apresentaram vários candidatos neoliberais – entre eles Toledo, um ex-ministro de economia de Garcia, um ex-prefeito de Lima, a filha de Fujimori, diante do único candidato que criticava o modelo, Ollanta Humala. O Apra nem sequer conseguiu apresentar um candidato próprio, com Garcia apoiando ao candidato neoliberal que chegasse ao segundo turno.

Humala reciclou suas posições para um modelo de continuidade do desenvolvimento, mas com redistribuição de renda mediante elevação da taxação dos investimentos mineiros e políticas sociais, modelo próximo ao de Lula. Conseguiu, com base de apoio popular, especialmente no interior do país, chegar de novo em primeiro lugar no segundo turno, desta vez contra Keiko, a filha de Fujimori, que gozava também de apoio popular, baseado nas políticas assistencialistas do seu pai na luta contra o Sendero Luminoso. Em viagem oficial ao Peru, quando se encontrou com Garcia, Lula recebeu publicamente também a Ollanta, com quem trocou opiniões sobre experiências brasileiras na construção de alternativas ao neoliberalismo. Desde então Ollanta veio ao Brasil, tanto na eleição de Dilma, quanto na sua posse, consolidando laços com Lula, Dilma e o PT, o que se traduziu, inclusive, em apoio politico à campanha de Ollanta. (enquanto os tucanos, envergonhados, torciam por Keiko, filha do amigo de FHC.)

O segundo turno foi muito acirrado, tanto na disputa de votos, quanto nas acusações. O apoio da velha mídia peruana, fortemente alinhada com Keiko e as campanhas, conhecidas por nós, de calunias e terror contra Ollanta – a ponto de chegar a revoltar a Vargas Llosa, que rompeu com o jornal tradicional, El Comercio, no qual historicamente publicava suas colunas -, incluindo falsas declarações e telefonemas de Ollanta e, horas antes da abertura da votação, uma suspeita ação, atribuída ao Sendero Luminoso.

Na fase final da campanha, os movimentos de rua e pela internet de rejeição a Keiko, pelos riscos de retorno da camarilha do governo do seu pai – governo de que ela participou como primeira dama -, contribuíram para a vitória apertada de Ollanta. Isso, apesar do apoio maciço da classe média e da oligarquia peruanas em Lima e em regiões do norte do país, além do apoio do governo de Garcia e dos 2 candidatos neoliberais derrotados – Toledo, que havia se elegido no bojo das mobilizações populares que derrubaram a Fujimori, ficou em quarto lugar e apoiou Ollanta.

Ollanta soube, no segundo turno, estabelecer as alianças para conseguir triunfar, renunciando a algumas propostas do seu programa inicial, como nacionalizações de empresas e convocação de Assembleia Constituinte.
Seu triunfo fecha o ciclo de 20 anos de governos neoliberais no Peru, e o mesmo se dá no marco de compromissos já estabelecidos, como o TLC com os EUA. Mas mesmo nesse marco, haverá uma clara aproximação com o Mercosul e, em particular com o Brasil, seja por afinidades políticas, seja pelos interesses econômicos mútuos entre os dois países e distanciamento do pólo neoliberal em que o México, a Colômbia e o Chile pretendiam construir, como alternativo aos processos de integração regional que envolvem a grande maioria dos países da região.

Abre-se para o Peru o caminho de colocar em prática políticas sociais redistributivas – apelo forte da campanha de Humala e, de alguma forma, também de Keiko – e nova inserção internacional do país, que passa a se somar aos governos posneoliberais da região.

Não se pode definir precisamente quando o Peru se havia estrepado, mas certamente seguiu por esse caminho nas duas últimas décadas e 2011 marca o momento em que o país, sob a liderança de Ollanta e com forte respaldo popular, começa a ser resgatado para um projeto de ampla democratização econômica, social, política e cultural.

Fonte: Blog do Emir, via Carta Maior (em 06/6/2011)

mardi 7 juin 2011



La Universidad del Rosario, el CINEP, la Corporación Nuevo Arco Iris, y el Programa por la Paz, convocan al conversatorio: 2011, una mirada presente al proceso en El Caguán. Diálogos entre el gobierno Pastrana y las Farc-ep, con la participación de Ricardo Correa, ex representante del Comité Temático en El Caguán, y Teófilo Vásquez, investigador del Cinep. El evento se desarrollará el martes 14 de junio de 2011, de 16'00 a 18'00 horas en las instalaciones del CINEP, Carrera 5 No. 33A-08, Bogotá

Opinión

Los nostálgicos de las FARC

por León Valencia

Uribe logró convertir la destrucción de la guerrilla en un propósito nacional, pero a la vez permitió que las FARC le capturaran la agenda.

¿Cuál es la diferencia entre Álvaro Uribe y Juan Manuel Santos en relación con las Farc? Me hice esta pregunta al examinar una y otra vez los últimos pronunciamientos del expresidente y las columnas y declaraciones de sus más fervientes seguidores.

Estaba muy inquieto con la lluvia de críticas que desde hace algunas semanas han desatado los uribistas. Quería entender qué los tenía tan molestos. Quería saber por qué decían que Santos se había olvidado de la lucha frontal contra el terrorismo y estaba en una política de "apaciguamiento".

No veía diferencias en las acciones: Santos ha seguido golpeando a la guerrilla, en algunos casos con mayor eficacia que el propio Uribe. Tampoco percibía grandes diferencias en los enunciados. Es cierto que el nuevo mandatario ha empezado a hablar de paz, pero ha desechado de entrada el intercambio humanitario y les ha puesto duras condiciones a unas eventuales negociaciones con los insurgentes.

Tuve que echar una mirada al largo plazo para darme cuenta de que la diferencia está en el puesto que los dos líderes políticos les dan a las Farc en la agenda de gobierno. Para Uribe, el combate o el acercamiento a las guerrillas era la preocupación central; para Santos es un tema secundario. Ha puesto en primer lugar el impulso económico y las reformas sociales.

A simple vista esta diferente actitud no debería generar grandes distancias. Se trataría solo de distintas prioridades. Pero la verdad es que esta manera diversa de afrontar el conflicto armado les da un color muy distinto a los dos gobiernos. El país respira otro aire.

Es una paradoja. Uribe logró convertir la destrucción de la guerrilla en un propósito nacional, pero a la vez permitió que las Farc le capturaran la agenda interna y la externa. Toda actividad interna estaba subordinada a la lucha contra la amenaza guerrillera y cada paso en la política internacional estaba orientado a conquistar apoyo para esta causa o disputar con quienes no lo prodigaban. Nunca tuvo tanta visibilidad la guerrilla.

Hace poco Uribe le recordó a Ernesto Samper, en tono airado, en un debate radial, que él les había respirado en la nuca a las Farc. Invocó esta faena para reclamar respeto por su investidura y por su labor. Era su orgullo. Pero también fue, de alguna manera, su condena. Uribe fue, quizás, rehén de la guerrilla durante ocho años.

Santos, en una muestra de lucidez -y ayudado por los golpes que Uribe les asestó a las guerrillas- decidió relegar el conflicto a un segundo lugar en la agenda. Es una verdadera ironía: lo reconoce, pero le resta importancia. Uribe lo niega, pero lo exalta.

Hay más. Santos, que se niega a desgastar su gobierno en proclamas reiteradas de guerra o en llamados frecuentes de paz, se ha lanzado a tomar en sus manos banderas claves de las guerrillas como la reparación de las víctimas, la restitución de las tierras, la reforma laboral y la lucha contra la corrupción. Es una manera indirecta de hablar de reconciliación.

Lo que está sugiriendo Santos es también muy diferente a lo que hizo Andrés Pastrana, quien se la jugó toda a las negociaciones de paz. El actual mandatario prosigue en el esfuerzo militar, crea algunas condiciones para las conversaciones y espera... Espera a que las guerrillas jueguen alguna carta cierta de negociación y muestren un deseo sincero de poner fin al alzamiento armado.

No sabemos si este nuevo camino nos lleve a la reconciliación. Es necesario que las reformas anunciadas se lleven a la práctica, que no se queden en meras palabras. Es preciso que las guerrillas entren en razón y comprendan que en América Latina se agotó el espacio para la lucha armada. Pero lo que sí parece claro es que las guerrillas no volverán a capturar la agenda del país.

El expresidente y sus partidarios tendrán que aprender a sobrellevar la nostalgia que les produce el hecho de que las Farc no sean el centro del debate nacional. Tendrán que aprender que el "apaciguamiento" o la "exaltación abusiva de la guerra" no son las únicas alternativas para encarar el conflicto armado.

Publicado en: http://www.nuevoarcoiris.org.co/sac/

Opinión

Manuel Torres Calderón, periodista independiente, corresponsal en Honduras de Radio Nederland (Holanda) y columnista de la Revista Envío, opina sobre la reintegración de Honduras a la OEA.

Enlace: Nueva Sociedad
http://www.nuso.org/
http://blognuso.wordpress.com/

lundi 6 juin 2011

A los oficialismos les va bien

Publicado el 02/06/2011
Por Escenarios Alternativos

La ola de crecimiento económico por la que atraviesa toda Sudamérica, debido al alza sostenida de los precios de sus exportaciones primarias, ha permitido, entre otras cosas, la consolidación de la democracia con la observación de un fenómeno que tiene pocas excepciones: los oficialismos son reelectos, sean estos progresistas, conservadores o populistas. En Uruguay, al Dr. Tabaré Vázquez lo sucedió su copartidario José Mujica, en representación de la centroizquierda de ese país. En Brasil ocurrió lo mismo entre Lula Da Silva y Dilma Roussef, representantes del progresismo, en tanto que en Colombia se repite el caso por el que Juan Manuel Santos fue electo luego del mandato de Álvaro Uribe, ambos de corte conservador. La anomalía a esta regla es Chile, que presenta un giro hacia la derecha que puede explicarse en términos del desgaste que sufrió la coalición –que llevó a su fractura- que gobernó ese país por más de veinte años y a la imposibilidad constitucional de la Dra. Michelle Bachelet a ir por la reelección bajo esas condiciones de agotamiento político del espacio que presidía.

La Argentina no parece escapar a esta lógica política y económica regional que augura condiciones favorables para un triunfo del kirchnerismo en las elecciones de octubre próximo, aunque no está exenta del efecto de desgaste que suponen ocho años al frente del país y de una coalición de gobierno que se ha caracterizado por la inestabilidad de algunos actores que la componen. Cierto es que, pese a esos síntomas visibles, la oposición no ha logrado articular un espacio lo suficientemente amplio y atractivo, aún para los votantes más desencantados del oficialismo, que le permita probarse los ropajes de la sucesión.

Como una primera conclusión podría decirse que nuestra joven democracia sufrió bajo el influjo de las crisis económicas, de las que los partidos de la oposición sacaron partido, y que ahora, ante la ausencia de esas crisis, no sólo se estabiliza el régimen político, sino que esa estabilidad se identifica con el partido de gobierno.

En este contexto vale rescatar los aspectos propositivos de los diferentes espacios de oposición y encontrar personas con capacidad de liderazgo para destacarse de entre una pléyade de políticos cortados por la misma tijera del marketing de los hacedores de imagen. También será una ventaja competitiva la habilidad para tejer alianzas que se aúnen en la vocación de poder, aunque en este aspecto el Justicialismo tiene una tradición y una práctica difícil de igualar.

El PJ es una verdadera máquina de poder que nos permite asistir al espectáculo de la provincia de La Rioja, cuna de Carlos Menem, cuyo reelecto gobernador, Beder Herrera se ha declarado kirchnerista y ha propuesto al ex presidente como senador y a su hija Zulema Menem como diputada. Sin mencionar los acuerdos con los barones del conurbano bonaerense o Aldo Rico y otros que harían que Francisco de Narváez pareciera una transparencia de tul y no un límite infranqueable para Hermes Binner.

Nadie ganó en las vísperas

El omnipresente discurso bajado por el gobierno con sus usinas de opinión y medios de comunicación estatales y adictos, habla de un triunfo arrollador, abonado por los triunfos en las elecciones adelantadas en algunas provincias de escaso peso global, pero de importancia simbólica. Se avecinan, antes de octubre, los comicios de la Ciudad de Buenos Aires, Córdoba y Santa Fe, distritos “pesados” en los que el discurso oficial deberá corroborarse. ¿Y si los triunfos no fueran tan contundentes? ¿Y si la debilidad del gobierno se avizorara en septiembre? Ya hemos visto que no existen grandes escollos económicos en el camino, pero los escollos políticos pueden surgir de un momento a otro y dejar sin reacción al rival.

En la Ciudad de Buenos Aires, finalmente la presidente se inclinó por el que mejor medía –aunque no fuera su preferido- y la campaña está centrada en la adscripción de la ciudad al “modelo nacional”, slogan poco afortunado para un electorado pensante y reacio a ese “modelo”, sobre todo político; y a la eliminación de las bici sendas -sin palabras. En Córdoba, los esfuerzos de la presidente por convencer al gobernador Juan Schiaretti de no adelantar las elecciones ya hablan del temor a un traspié en ese distrito o a una victoria no muy contundente, justo antes de octubre. Ese distrito carece de un armado kirchnerista sólido, por lo que el arreglo con el PJ es el único viable. Y en Santa Fe, las posibilidades de un triunfo son menores ante la sólida alianza entre radicales y socialistas, alianza que no depende de los avatares del nivel nacional.

En resumen, la contrastación del discurso con los hechos tendrá efectos sobre el humor electoral de octubre y las internas abiertas, obligatorias y simultáneas podría tener otro efecto no deseado por el gobierno. Aunque, en rigor de verdad, los candidatos a presidente y vice ya estarán definidos con anterioridad y lo único que dirimirían esos comicios serían las candidaturas legislativas.

Si el gobierno – por suma de votos- se muestra por encima de los demás competidores, la interna abierta podría concentrar el voto opositor en aquel que tenga más chance. Si Ricardo Alfonsín ocupara ese lugar, quedaría instalado como el único capaz de forzar una segunda vuelta. Ante este “peligro”: ¿El gobierno anulará esa interna? ¿Preferirá mantener la potencia incontrastada del discurso ganador hasta octubre? Es posible, tan posible como la alternancia democrática en tiempos de economía estable.

mercredi 1 juin 2011

Opinión

De hospederos a carceleros

por Yoani Sánchez

Tenía ocho meses de embarazo cuando conocí a dos vascos radicados en Cuba, Rosa y Carlos, o al menos así decían llamarse por aquel entonces. Nos invitaron a su casona de Miramar para una fiesta con música trovadoresca y chorizos. Brindaban de unas fuentes con jamón serrano y frutos secos que sólo conocíamos por las películas. Pero ni los aromas ni los sabores lograban disiparnos la dudas que nos surgían al observarlos ¿Cómo habían logrado aquellas personas vivir en tal lugar, con un auto de matrícula privada y una despensa tan bien provista? ¿Qué habían hecho para acceder a privilegios impensables para nacionales?

Mi hijo nació un mes después, el jamón serrano no volvió a aparecer por largos años en mi vida y luego de una década me topé con Carlos en la calle. Lo llamé por su nombre y no respondió. Se metió a toda velocidad en un auto y se perdió en el bullicio de la avenida Reina. De Rosa, supe que se había mudado y se presentaba como Daniela. Su nueva fachada era de distribuidora de paquetes turísticos. Pero como en esta Habana las historias vuelan, los chismes corren y los secretos circulan, me enteré que eran etarras buscados por la justicia española y su mansión fungía como “la casa de visita” que les habían asignado. Ninguno de los dos podía regresar –con su identidad real– a la Península.

Sin embargo, el refugio mimado se les terminó. Hoy, sus hospederos se les han convertido en carceleros. El mismo gobierno que un día los acogió y les proveyó de recursos, se niega desde hace meses a falsicarles nuevos pasaportes para viajar a Francia u otro lugar. No sé bajo cuál nuevo nombre están ahora Rosa y Carlos, dónde viven, cuántos de sus anteriores privilegios habrán perdido ya. Imagino, eso sí, que han terminado recluidos en esta Isla, desconfiando de cuantos les rodean, blasfemando de aquellos compañeros de ruta que les dieron cobijo, de esos “generosos” protectores de antaño que terminaron por encerrarlos aquí.

Publicado en Generación Y, 24/05/2011

mardi 31 mai 2011

Entrevista de Marta Harnecker a Ricardo Patiño y Eduardo Paredes

Ecuador: "REFLEXIONES ACERCA DEL INSTRUMENTO POLÍTICO QUE HOY SE NECESITA"

Este texto es un adelanto del libro-testimonio: "Ecuador: una nueva izquierda en busca de la plenitud" en preparación por la editora El Viejo Topo. En su segunda parte se aborda la experiencia del Movimiento Alianza PAÍS que surge en torno a la figura del actual presidente de Ecuador, Rafael Correa. Uno de sus capítulos se refiere al instrumento político. En él Harnecker entrevista a dos reconocidas figuras políticas ecuatorianas: Ricardo Patiño y Eduardo Paredes. Ambos han tenido tanto experiencia de militancia político-social como experiencias en el actual gobierno.

Lea texto completo en: http://www.rebelion.org/docs/129102.pdf

lundi 30 mai 2011

Red Indígena de Información. "Construyendo la comunidad indígena virtual del conocimiento de América Latina y El Caribe”, es el lema a partir del cual la Red Indígena de Información y Comunicación se concibe como una Comunidad Virtual del Conocimiento especializada en la temática indígena que tiene como finalidad contribuir a reducir la brecha digital y potenciar con información y conocimiento a los Pueblos Indígenas. Desde esta perspectiva, promueve el desarrollo y fortalecimiento de las capacidades de mujeres y hombres indígenas para asumir su propio desarrollo con identidad.

Enlace: http://www.redindigena.info/

Universidad Indígena Intercultural: La Universidad Intercultural Indígena (UII) es una propuesta de educación superior destinada principalmente a la formación de profesionales indígenas de América Latina y El Caribe. Esta iniciativa es impulsada por el Fondo Indígena, con el objetivo de contribuir a la formación de profesionales indígenas cualificados y con capacidad de liderazgo para que puedan asumir, desde una perspectiva intercultural, tareas de articulación, participación y toma de decisiones que incidan en la política, economía y organización social de sus respectivas sociedades. La UII busca apoyar la construcción de sociedades plurales, donde la diferencia sea reconocida como una virtud que enriquece la convivencia democrática, donde mediante el consenso se logren cambios encaminados hacia la consecución del Buen Vivir-Vivir Bien de los pueblos.

Enlace:http://www.reduii.org/

Can a Chávista become a Lulaista?

By Michael Shifter

As political makeovers go, Peruvian presidential contender Ollanta Humala's has been striking. The former army officer backed a military coup in 2005, and was the consummate outsider during his first bid for Peru's highest office a year later. He ran proudly as a fiercely anti-system candidate and a self-proclaimed admirer of Venezuela's populist, leftist president Hugo Chávez, losing a runoff by 5 percent to current president Alan Garcia. In 2011, however, Humala has tried to make the case that he is the epitome of prudence and moderation, portraying himself less as a Peruvian Chávez as the second coming of Brazil's wildly popular former president Luiz Iniacio Lula da Silva. The question is: Will Peruvians buy the conversion?

Foreign Policy, May 24, 2011. Read more: http://www.thedialogue.org/page.cfm?pageID=32&pubID=2662

vendredi 27 mai 2011

Foro de São Paulo: Entrevista com Valter Pomar

Por Reiko Miura,

Valter Pomar, secretário-executivo do Foro de São Paulo e dirigente do PT, traça nesta breve entrevista para o Portal da FPA um panorama dos principais desafios enfrentados pelos partidos de esquerda na América Latina e, principalmente, faz uma avaliação da força desta esquerda, que se encontrou na 17a edição do Foro, realizado na Nicarágua entre os dias 18 e 20 deste mês.

Portal FPA - O Foro de São Paulo reuniu em Manágua 640 delegados de 48 países membros, vindos de 21 países, e representando partidos e movimentos sociais. Esse é o tamanho real do Foro? Existe outro Fórum que tenha as mesmas características que este?

Valter Pomar - O Foro muda de tamanho, a cada Encontro e a cada época. Precisamos ampliar a presença caribenha. E garantir a presença de alguns partidos e países. Agora, a grande qualidade do Foro é sua diversidade e força política: reunimos num mesmo espaço diferentes famílias ideológicas, com partidos que possuem grande representatividade em seus países, estando ou não nos respectivos governos.

Quais são os maiores problemas que hoje atingem todos ou a maioria dos países da América Latina e do Caribe e que requerem especial atenção dos integrantes do Foro?


A desigualdade social, que continua imensa, que vem sendo combatida onde somos governos e ampliada onde não somos governo. A ingerência externa e a falta de controle sobre as riquezas nacionais, que vem sendo superada onde somos governo e ampliada onde estamos na oposição. O sequestro da democracia pelos poderes econômicos, problema que temos enfrentado onde somos governo e onde somos oposição.

A esquerda governa inúmeros países na América Latina e no Caribe. Essa situação é completamente diferente daquela do início do Foro em 1990. Em que medida o Foro contribuiu para essa ascensão dos partidos e movimentos de esquerda?

A esquerda chegou ao governo de diversos países da região, por diversos motivos. O primeiro deles é o desgaste sofrido pelo neoliberalismo, ao longo de uma década ou mais de hegemonia sobre o continente. O segundo deles é a resistência das esquerdas políticas e sociais, que nos transformou em alternativa frente a camadas importantes do povo. O terceiro foi a capacidade de construir alianças políticas e sociais, que atraíram setores políticos e sociais que descolaram da hegemonia neoliberal. Nisto tudo, o Foro de São Paulo contribuiu, como espaço de encontro, resistência, construção de alternativas.

O Foro manifestou apoio ao candidato Ollanta Hulama, no Peru e a Daniel Ortega na Nicarágua. Há outras eleições importantes na América Latina e Caribe no próximo período?

Há várias eleições em 2011, legislativas e municipais inclusive. Mas falando de eleições presidenciais, além do Peru e Nicarágua, há dois outros casos importantes: a Guatemala, onde os partidos do Foro se unificaram em torno da candidatura de Rigoberta Menchu; e a Argentina, onde há diferentes posições a respeito, embora a maioria dos partidos argentinos do Foro simpatize com a candidatura de Cristina Kirchner.

Além de apoiar o fortalecimento da ALBA (Alianza Bolivariana de los pueblos de America Latina y Caribe), e da Unasul (União de Nações Sul-americanas), o Foro de São Paulo também apóia a formação da CELAC (Comunidade de Estados Latino-americanos e caribenhos). Qual será o papel desta última para os povos da região?

O Foro apóia todas as iniciativas de integração. E as apóia mais, quanto mais amplas forem. Este é o caso da CELAC, que reunirá todos os países do continente, exceto Estados Unidos e Canadá. Acredito que estas duas ausências ajudam a entender a importância desta articulação.

O ex-presidente Lula, um dos fundadores do Foro, declarou sua intenção de voltar ao Foro e se colocou à disposição para visitar os países da América Latina e do Caribe. De que forma a presença e apoio de Lula pode colaborar para o fortalecimento dessa articulação dos partidos e movimentos sociais da região?

Participe ou não do cotidiano do Foro de São Paulo, Lula é uma referência para amplos setores da população latinoamericana e caribenha. Ele simboliza uma experiência de governo que, com suas limitações e problemas, melhorou a vida do povo no maior país da América Latina. Simboliza, também, a trajetória de um Partido dos Trabalhadores e de uma classe trabalhadora que conseguiu vencer três eleições presidenciais, contra uma direita poderosa como é a brasileira. Esta imagem, por si só, é um ponto de apoio importante para outras esquerdas. Agora, temos que lembrar que nosso país é muito diferente dos outros e, do mesmo jeito que não copiamos modelos, também não devemos esperar nem querer que copiem o nosso. Que aliás, como bem sabemos, tem lá seus defeitos.

Fuente: Comunicação FPA. Publicado em 23/05/2011: http://www.fpabramo.org.br

jeudi 26 mai 2011

“We must carry on supporting the EU-Mercosur agreement”


“We must carry on supporting the EU-Mercosur agreement,” urges Luis Yáñez, S&D Group spokesperson for Eurolat and Chair of Delegation for relations with the Mercosur countries.


MEPs and colleagues from Latin America have been adding fresh impetus to the bilateral relations between the two continents at the second plenary session of the Euro-Latin American Parliamentary Assembly (Eurolat) in Montevideo last week.

The members of the Group of Socialists and Democrats (S&D) in the European Parliament have held meetings with progressive deputies from the region to analyse the political, economic and social perspectives in Europe and in Latin America.

Luis Yáñez-Barnuevo, S&D Group spokesperson for Eurolat: “The left has successfully established itself as a political alternative for hope and progress in Latin America, a continent that is moving forward, albeit with differences between countries, and one that maintains privileged ties with Europe.”

The S&D Group spokesperson emphasised that “Latin America successfully met the challenge of the economic crisis with determination and has also managed to cut poverty and destitution (by 1.4 percentage points) compared to 2009. But much still has to be done to improve the redistribution of wealth.”

Yáñez-Barnuevo
added: “The key to confronting globalisation and the financial crisis is cooperation. Europeans and Latin Americans represent a thousand million citizens. We also share the same history, state of law and a system of values. For the future of Europe, Latin America is vital. Its economy, which is the world’s fourth-largest, is worth 608 trillion dollars. We cannot let this market slip away from us.”

“We have taken big strides, such as the conclusion of the free trade agreements between the EU and Central America as well as the Andean Community. Now we must forge ahead on the agreement with Mercosur, which should not see any ill effects from the founding of the Union of South American Nations (UNASUR) in 2008.”

mercredi 25 mai 2011

OPINIÓN

Revolución cubana pero capitalista

por Enrique Ochoa Antich

Deben andar perplejas las mentes de la izquierda comunista planetaria, ahora que en Cuba comienza ­tímidamente pero comienza­ la restitución del capitalismo. Son las mismas mentes que no alcanzan a entender la trascendencia de lo que ocurre en China.

Tuve el privilegio de visitar China, invitado por su gobierno, a mediados de los 90, cuando su revolución capitalista recién andaba de pantalones cortos.

Interrogué a sus funcionarios acerca de las reformas y los escuché explicarme en detalle sus planes: liberalización del mercado de trabajo, concesiones al capital extranjero, bajísimas cuando no inexistentes tasas impositivas, etc.

Todo ello ha llevado no sólo a que China se convierta en la segunda potencia económica mundial, sino a la conformación de una clase media poderosa y a que no menos de 400 millones de chinos salieran de la pobreza. Todo gracias al... capitalismo.

Así se lo dije a mis interlocutores: el capitalismo llegó para quedarse; de acuerdo al más básico materialismo histórico, esos cambios en la base económica han de expresarse en la superestructura política; la nueva y poderosa clase media pedirá pronto un espacio bajo el sol en el terreno de la política lo que hará inevitable el pluralismo y la democracia.

Así, al Partido Comunista no le quedará sino cumplir el rol de los reyes durante la revolución industrial y el origen del capitalismo en Europa: ser el pivote del tránsito del feudalismo al capitalismo (que la China comunista antes de los 90, como Cuba hoy, no era sino una sociedad más o menos feudal) y luego ser desplazado por el desarrollo de las fuerzas productivas capitalistas y por el nacimiento de una nueva burguesía.

Será una curiosidad de la historia moderna que los regímenes comunistas, que se pretendieron como la negación del capitalismo, hayan terminado por ser los garantes de su restitución.

Tal vez esta elipse histórica se haya debido al hecho de haber violentado un principio marxista elemental: al socialismo se llegaría según Marx luego de que las fuerzas productivas capitalistas (y por tanto la democracia burguesa incluida) se desarrollaran en todo su ímpetu.

Saltarse esta etapa fue la estrategia antimarxista del Lenin de "Las tesis de Abril" que consideraba concluida la revolución burguesa iniciada en Rusia ¡sólo tres meses antes!, y fue esta violación del dogma ­¡por parte de sus cancerberos!­ lo que hizo que esas sociedades terminasen 50 años después en el punto de partida: la revolución capitalista.

Eso ha comenzado a ocurrir en Cuba. Cuando se admite la beligerancia de las fuerzas del mercado, ya no hay marcha atrás. El torrente de la historia arrastrará lo que queda de tinglado comunista para poner las cosas en su sitio, es decir, en la necesidad de desarrollar las fuerzas productivas capitalistas y la democracia liberal burguesa, único modo de que haya abundancia para que se reparta la riqueza y no la escasez y para que el sueño socialista sea, como escribió Engels, el reino de la libertad y no esos engendros totalitarios, esos regímenes policiales que en su nombre plagaron la mitad del planeta durante el siglo XX.

mardi 24 mai 2011

Resolutions adopted at the Fifth Ordinary Plenary Session, 18 - 19 May 2011, Montevideo, Uruguay

-Relations between the European Union and Latin America and the Caribbean in the field of security and defense
-Prospects for trade relations between the European Union and Latin America
-Employment protection and creation strategies, especially for women and young people

LINK: http://www.europarl.europa.eu/intcoop/eurolat/default_en.htm

Resoluciones aprobadas en la Quinta Sesión Plenaria Ordinaria, 18 y 19 de Mayo de 2011, Montevideo, Uruguay:

- Relaciones entre la Unión Europea y América Latina y el Caribe en materia de seguridad y defensa

- Perspectivas para las relaciones comerciales entre la Unión Europea y América Latina

- Estragegias de protección y de creación de empleo, en particular para la mujeres y los jóvenes

ENLACE: http://www.europarl.europa.eu/intcoop/eurolat/default_en.htm

Benita Ferrero-Waldner presidirá la fundación EU-LAC.





La ex comisaria europea de Relaciones Exteriores y Política Europea de Vecindad, Benita Ferrero-Waldner, fue confirmada por los altos funcionarios de los países de la UE y de América Latina reunidos en Santiago de Chile como la primera presidenta de la recién creada Fundación EU-LAC.

SEMINARIO INTERNACIONAL ALC-UE

"DE MADRID A SANTIAGO: EVALUACIÓN Y PERSPECTIVAS PARA LA AGENDA ESTRATÉGICA ALC-UE"

Se titula el seminario que se realiza el 28 y 29 de junio en Santiago de Chile, organizado por CELARE y la colaboración de organismos públicos y privados, organismos de integración regional, ONGs y organizaciones empresariales. El evento tendrá lugar en la sede de la CEPAL en Santiago, y al mismo asistirán expositores de Europa y América latina.

La asistencia es libre, previa inscripción con:
romina.arias@celare.org

“DE MADRID A SANTIAGO: EVALUACIÓN Y PERSPECTIVAS PARA LA AGENDA
ESTRATÉGICA ALC-UE”
Santiago de Chile, 28 y 29 de junio
Sede de la CEPAL

jeudi 12 mai 2011

Las amenazas a la libertad de prensa en Colombia

por Jimena Zuluaga, Bogotá (Colombia)

En la semana que termina se conmemoró el día mundial de la libertad de prensa. Si bien Internet y los medios digitales desafían la censura de manera contundente, aun en el mundo hay por derribar muchas barreras a la libre información. Con ocasión de esta conmemoración, el Comité para la protección de periodistas (CPJ) denunció esta semana diez “herramientas” usadas por diferentes gobiernos del mundo para censurar en la red. Entre los ataques se encuentran la limitación de acceso, el bloqueo o sabotaje de sitios, e incluso la detención de blogueros y agresiones a periodistas digitales.

En Colombia, la Fundación para la Libertad de Prensa (Flip) publica anualmente -el 9 de febrero, fecha en que celebramos el día del periodista- un informe sobre el estado de la libertad de prensa en el país.

A pesar de que la libertad de prensa está consagrada constitucionalmente como un derecho fundamental desde 1991, y de que los asesinatos a periodistas han disminuido, los informes de los últimos años son preocupantes. En Colombia la libertad de prensa se ve diariamente amenazada y no solamente en los medios digitales –de hecho estamos aun lejos de que la censura en la red sea nuestro único problema.

Lea artículo completo en: http://blognuso.wordpress.com/2011/05/06/las-amenazas-a-la-libertad-de-prensa-en-colombia/

Para especialista, aumento da hostilidade contra latinos pode afetar reeleição de Obama

por Kênya Zanatta

Fonte A falta de empenho em cumprir sua promessa de campanha de reformar as leis de imigração e, sobretudo, o aumento do número de deportações de imigrantes ilegais durante seu governo pode custar ao presidente Barack Obama o apoio do eleitorado hispânico em 2012. Essa é a análise de Maricela Garcia, diretora de desenvolvimento de capacidades do NCLR (National Council of La Raza), maior organização de defesa dos direitos civis da comunidade latina nos Estados Unidos.

Uma comunidade que, aliás, tende a ganhar cada vez mais espaço no debate político. Segundo dados do recenseamento de 2010 divulgados recentemente, a população hispânica nos EUA aumentou 43% na última década, enquanto a população total cresceu apenas 9,7%. Hoje, cerca de um em cada seis norte-americanos se declara latino. E, segundo o NCLR, mais de 9 em cada 10 latinos com menos de 18 anos são cidadãos americanos, ou seja, uma enorme reserva de novos eleitores que deve pesar cada vez mais na balança política nos próximos anos.

Para Garcia, o crescimento acelerado da comunidade hispânica é um dos fatores que tem provocado uma onda de hostilidade dirigida principalmente contra os imigrantes. Segundo uma estimativa do Pew Hispanic Center, existem cerca de 11,2 milhões de imigrantes ilegais nos EUA. Mais de 80% deles são originários da América Latina.

A ativista participou de um simpósio da Universidade de Chicago sobre os direitos dos imigrantes na era da globalização. Especialista no tema, ela já foi diretora executiva da Coalizão de Illinois para os Direitos de Imigrantes e Refugiados e diretora-executiva do Fórum Político Latino em Illinois. Nascida na Guatemala, a ativista migrou para Chicago no início dos anos 1980 devido à guerra em seu país.

Leia a seguir a entrevista que ela concedeu ao Opera Mundi: http://www.fpabramo.org.br/artigos-e-boletins/artigos/para-especialista-aumento-da-hostilidade-contra-latinos-pode-afetar-reele

mercredi 11 mai 2011

Presentación en México del libro “Latinoamérica frente al espejo de su integración”




La presentación del libro “Latinoamérica frente al espejo de su integración 1810-2010”, editado por la Secretaría de Relaciones Exteriores y la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), tuvo lugar la semana pasada en la sede del Instituto de Investigaciones Jurídicas de la UNAM de México.

En el acto, Héctor Fix, Director del Instituto, dio la bienvenida a los asistentes, mientras que el Director del área internacional del CIDE, Carlos Heredia, actuó como moderador. La presentación del libro corrió a cargo de la Secretaria Ejecutiva de la CEPAL, Alicia Bárcena; el Director de la Oficina de la SEGIB en México, Manuel Guedán, y el coordinador del libro, Arturo Oropeza, investigador del Instituto de Investigaciones Jurídicas de la UNAM.

Alicia Bárcena, autora del ensayo “Bolivarismo, cultura y destino: 200 años nadando contra la corriente”, recogido en el libro, señaló en su intervención que “la crisis económica actual amenaza con volver a revertir avances en reducción de la pobreza, crecimiento económico y algunas mejoras en la distribución del ingreso”, pero al mismo tiempo señaló, “que están los ánimos de renovación para evitar fracasos pasados y para reinventarnos un nuevo modelo fundado en ideales democráticos y en un orden social fundado en la igualdad de derechos”.

Manuel Guedán destacó la importancia de vincular la conmemoración del bicentenario con un proyecto de futuro de integración latinoamericana y, citando al Secretario General, Enrique V. Iglesias, afirmó que “se trata de lograr un multilateralismo complejo que gestione las diferencias y alcance consensos tanto en el interior de los Estados como en las relaciones internacionales y, para ello, hay que tener en cuenta tanto la presencia de nuevos actores como la existencia de las redes sociales interconectadas, integradas por generaciones participativas”.

El profesor Arturo Oropeza cerró el acto agradeciendo las palabras de los intervinientes y el patrocinio del libro a la Secretaria de Relaciones Exteriores y a la UNAM. El coordinador del libro afirmó, entre otras cosas, que asistimos a una época significada por el fin de las certezas y el cambio de paradigmas, al reacomodo de los nuevos centros geopolíticos, el surgimiento de nuevos actores económicos y, en definitiva, que América Latina está en unas optimas condiciones para formar parte de la nueva gobernanza mundial. Finalizó su intervención citando a Oswaldo Sunkel: “Estimamos que de una Era de cambios estamos pasando a un cambio de Era”.

Enlace: http://segib.org/news/2011/05/presentacion-en-mexico-del-libro-%e2%80%9clatinoamerica-frente-al-espejo-de-su-integracion%e2%80%9d/

mardi 10 mai 2011

Consulta popular en Ecuador: opinión

Festejo irresponsable*

El triunfalismo de Alianza País el sábado en la noche terminó en un gran fiasco, con los artistas y cantantes obligados a suspender el festejo y correr a enterarse de lo que estaba pasando en el país después de que el presidente del Consejo Nacional Electoral diera a conocer los resultados del conteo rápido. ¡Sorpresa! ¡Infinita sorpresa!

Los datos del éxit poll [sic] presentados por Santiago Pérez, el encuestador oficial del Gobierno, trasmitidos únicamente por los canales estatales, mostraban resultados con un impresionante margen de error, por fuera de todos los rangos aceptables en términos estadísticos.

Los datos de Pérez aseguraban que el "Sí" había triunfado ampliamente en todas las preguntas con márgenes de al menos 20 puntos. Con ese dato, Rafael Correa y su corte salieron a proclamar el triunfo, a reunirse con las masas, a cantar, a bailar, a anunciar por los cuatro puntos cardinales el octavo triunfo de la revolución.

Fue a las 21h00 cuando Omar Simon lanzó el baldazo de agua fría a los cantantes: el triunfo del "Sí "se confirmaba en nueve preguntas, pero con márgenes mucho más estrechos, apretadísimos, que los anticipados por el exit poll.

Las diferencias cómodas, inapelables, de 20 puntos, pasaron a ser de 10 puntos en el mejor de los casos, y en algunas preguntas de apenas 3 y 2 puntos.

El balance general que lanzó el resultado del sondeo rápido fue el de un triunfo justito del Gobierno, con derrotas importantes generales en varias provincias del país. Fue en ese momento cuando las luces del escenario debieron apagarse y los cantantes de la Shyris abandonar la tarima para reunirse en forma urgente con el propósito de enterarse lo que estaba pasando. En cuatro horas de festejos anticipados, irresponsables, el país se les dio la vuelta, se les fue de las manos, el país cambió, se volteó. Llamadas aterrorizadas al presidente del CNE para confirmar lo que ocurría, para averiguar si era cierto. Alarma y desazón.

No es para menos. El sábado a las 21h00, el triunfalismo de la revolución y de Correa debió enfrentarse a una penosa realidad. Por primera vez, ese triunfalismo, que le ha llevado al Gobierno a una arrogancia infinita, a descalificar a todos sus críticos porque no representan nada, pierde piso de manera clara y preocupante. Un baldazo de agua fría fue lo que recibió ese triunfalismo oficialista el sábado.

Si Alianza País y el presidente fueran personas sensatas, ecuánimes, democráticas, debieran bajar de las nubes, pisar la tierra y empezar a reconocer el nuevo Ecuador que tienen hoy por delante.

* Análisis de Hoy. Publicado en Hoy.com, 09/05/2011.

lundi 9 mai 2011





En el contexto de los trabajos del Programa Conjunto “Nueva Economía Progresista”, que realizan las fundaciones Chile 21 y Friedrich Ebert, el economista Hernán Frigolett ha desarrollado un trabajo en el que se visualizan las características estructurales de la economía que se ha construido estos últimos años.

Leer más » http://www.chile21.cl/2011/05/05/seminario-las-tres-c-en-chile-21/#more-7968

PRD cumple 22 años; se equilibran fuerzas*

El Partido de la Revolución Democrática (PRD) vive en medio de intensas disputas entre sus corrientes internas que por primera vez en 22 años de historia, perfilan un equilibrio entre las principales fuerzas vivas de este organismo político. La correlación de fuerzas en el interior del PRD se ha modificado: Andrés Manuel López Obrador se ha reposicionado y fortalecido, el grupo de Jesús Ortega y Jesús Zambrano ha dejado de ser un polo dominante, y emergió con fuerza Marcelo Ebrard.

Las dos recientes disputas en el partido del sol azteca provocaron una intensa movilidad de liderazgos, que tuvo entre otras consecuencias la reinserción de René Bejarano a la dirigencia nacional, el fracaso de la alianza con el PAN en el Estado de México y que la izquierda compita sola en 2012. La potencia e influencia de las corrientes perredistas se reflejan en las votaciones de su Consejo Nacional —máximo órgano de dirección colegiada—, en el reparto de posición en la Comisión Política Nacional y en el Secretariado Nacional del PRD.

Los procesos de renovación de la dirigencia nacional perredista y de la construcción de una alianza de este partido con el PAN para enfrentar la contienda por la gubernatura del Estado de México se entrelazaron junto con su polarización interna.

Tras negociaciones y el fracaso de una dirigencia nacional de unidad llevó a los grupos a medirse en el pleno del Consejo Nacional del 20 de marzo. Para los primeros minutos del 21 de marzo votaron cada uno de los 310, de 343 consejeros nacionales presentes. En esa jornada se realizó una primera votación de forma secreta y en urna transparente, la primera minoría fue para Zambrano, del bloque de corriente Nueva Izquierda-Alternativa Democrática Nacional —que encabezan respectivamente Jesús Ortega y Héctor Bautista— con 154 votos a favor. La segunda minoría fue para Dolores Padierna Luna —de la corriente Izquierda Democrática Nacional (IDN) que encabeza junto con René Bejarano y el llamado Grupo de los Ocho, cercanas todas las expresiones a López Obrador— que alcanzó 111 sufragios. En tercer lugar se ubicó el diputado federal Armando Ríos —que llegó a esa contienda interna respaldado por el jefe de Gobierno del DF, y las corrientes Foro Nuevo Sol e Izquierda Renovadora en Movimiento— con 43 votos. Después de que los 310 consejeros presentes depositó su voto, se realizó el escrutinio ante el pleno y cada sufragio fue “cantado”. Se realizó el conteo. Primero Padierna 111 votos, Ríos Piter 43 y al final los de Zambrano que obtuvo 154. Nadie con mayoría.

Padierna Luna propuso a Zambrano un acuerdo en el que, conforme a los votos, él quedara como presidente nacional y ella como secretaria general. Zambrano se retiró para platicar en privado con Armando Ríos Piter. En ese breve cónclave, de pie y en una sala vacía hablaron frente a Carlos Navarrete, Luis Sánchez, Miguel Barbosa y Guadalupe Acosta de Nueva Izquierda y Jesús Valencia, Hortensia Aragón, Eloí Vázquez y Vladimir Aguilar por el bloque pro Ebrard. Regresaron al pleno y se propuso la fórmula Zambrano-Padierna. Para la una de la mañana, los consejeros avalaron esta propuesta por 233 votos a favor, 36 en contra y dos abstenciones.

Con la votación por la dirigencia del partido se definía el fin de la mayoría aplastante de Los Chuchos, quienes perdieron el apoyo de las corrientes Foro Nuevo Sol, de Amalia García (hay que recordar que Hortensia Aragón, la anterior secretaria general del partido pertenecía a este grupo), y la Izquierda Renovadora en Movimiento las cuales cerraron filas con Ebrard.

A lo largo de dos semanas hubo negociaciones en torno a la integración de la Comisión Política Nacional. De los 13 representantes seis son del grupo de Zambrano, cinco de Padierna (dos de estos para las corrientes del G-8 pero todos lopezobradoristas) y dos para el grupo de Marcelo Ebrard que fue apoyado por Foro Nuevo Sol y la Izquierda Renovadora en Movimiento. A este órgano se integró René Bejarano, quien fuera el principal operador político de López Obrador, pero integrantes de Nueva Izquierda, entre ellos Fernando Belaunzarán anunciaron que impugnarán esta decisión ante la Comisión Nacional de Garantías y de ser necesario ante el tribunal Electoral del Poder Judicial de la Federación.

De las 15 carteras que integran el Secretariado Nacional, ocho serán para Nueva Izquierda y ADN, cinco para el grupo lopezobradorista de Dolores Padierna (de las cuales dos serán entregadas al G-8) y dos para el grupo que representa a Ebrard. Nueva Izquierda mantiene bajo su cargo carteras importantes para el manejo del partido —que en 2011 tendrá un presupuesto superior a los 411 millones de pesos— como son Finanzas, Prensa y Propaganda, la representación ante el IFE y los jóvenes. La IDN junto con sus aliados del G-8 de Padierna-Bejarano tendrá a su cargo Asuntos Electorales, Relaciones Internacionales, Mujeres y Derechos Humanos. Al grupo de Ebrard las relaciones Políticas y al grupo de Alejandro Encinas, vinculado también a López Obrador, la presidencia del Consejo Nacional que ya ocupa Ricardo Ruiz.

Esta integración de los principales órganos de dirección del partido fue avalada por abrumadora mayoría en un nuevo pleno del Consejo Nacional en la madrugada del domingo 10 de abril, al concluir esa votación de inmediato se definió la suerte de la alianza con el PAN en el Estado de México.

En votación económica —a mano alzada— 91 consejeros del PRD votaron a favor de la alianza, 77 en contra y 18 abstenciones, la mayoría del grupo de Ebrard. No se alcanzó la mayoría de dos terceras partes del pleno por lo que se desechó esta propuesta.

Zambrano presentó una nueva que considera la alianza de izquierdas con PRD con PT y Convergencia, la cual sí alcanzó la mayoría.

*Texto Francisco Reséndiz, publicado en El Universal (México D.F.), 05/05/2011.

vendredi 6 mai 2011

Opinión

¡El tubazo del año!*

El Primero de Mayo, en el cónclave de empleados públicos chantajeados que fueron congregados en la avenida Bolívar para hacerle bulto al desfalleciente prestigio de Chacumbele, José Vicente Rangel dio un tubazo que todavía tiene conmocionado al país: ¡Chávez será candidato presidencial en 2012! ¡Nunca nos lo habríamos imaginado! Pero las palabras del Gran Visir fueron inequívocas.
Yo ­El­ Supremo continuaría sacrificándose por el país, aun contra su voluntad, porque como todo el mundo sabe Él, El Inmarcesible, lo único que de verdad quiere es irse a jugar con sus nietos en los topochales de Sabaneta.

Todavía no nos habíamos repuesto de la estupefacción que nos causara el asombroso anuncio, cuando el viejo derviche nos soltó otro impresionante dato: la candidatura de su amo no había sido decidida por una "cúpula", a diferencia de la de la oposición que, con toda seguridad, será decidida por una cúpula, porque lo de las primarias ­"ustedes saben", ironizó­ es una coba.

Chacumbele no, insistió el gran chambelán de la Corte ­por cierto, sin reírse, no fuera que se le descosiera la cara­, Chacumbele será candidato por la voluntad del pueblo, es decir de Él mismo, ya que, como todos los allí presentes lo habían oído mil veces, Él es el pueblo. Él, El Supremo, es uno y millones.

Mucho más que el Espíritu Santo, que apenas es uno y trino. Fue un día de revelaciones extraordinarias. La gente se montó en los autobuses para volver a sus respectivos terruños a divulgar la buena nueva: Chacumbele los había interpretado; por boca de Rangel habían hablado ellos, obligando a Chacumbele a ser candidato y, además, no por el forro de sus riñones, como dicen los escuálidos calumniadores, sino por la de ellos. ¡Aleluya!

*por Simón Boccanegra

Publicado en TalCualDigital, 05/05/2011

Colombia. Nuevo Arco Iris: cómo la ‘parapolítica’ asaltó el sistema de salud

En su nuevo libro, "La Economía de los Paramilitares", que llega a la Feria del Libro, la Corporación Nuevo Arco Iris deja al descubierto cómo estos grupos violentos y varios jefes políticos desviaron recursos millonarios de la salud.

Enlace: http://www.nuevoarcoiris.org.co/sac/?q=node/1098

jeudi 5 mai 2011

Brasil, entre o Passado e o Futuro




Organizada por Marco Aurélio Garcia e Emir Sader, a obra reúne reflexões sobre o Brasil da primeira década do novo século, revelando o caminho de um país menos desigual, que se projeta como a quinta economia do planeta.

Presentación del Informe Anual del Observatorio para la Igualdad de Género de América Latina y el Caribe




El informe anual del Observatorio para la Igualdad de Género de América Latina y el Caribe se presentó el lunes, 2 de mayo, en Lisboa, con la participación de la Secretaria de Estado de Igualdad de Portugal, Elza Maria Deus Pais; la Directora General del Instituto de la Mujer del gobierno de España, Laura Seara; la Directora de la División de Género de la CEPAL, Sonia Montaño, y Mª Jesús Aranda en representación de la SEGIB.

El Observatorio de Igualdad de Género de América Latina y el Caribe debe su creación al mandato que realizaron los gobiernos de la región durante la décima Conferencia Regional sobre la Mujer de América Latina y el Caribe de 2007. Es a partir del 2008 cuando se pone en marcha con el objetivo de contribuir al fortalecimiento y la sistematización de la producción de las estadísticas de género; dar seguimiento a las políticas públicas destinadas a fomentar la igualdad de género; apoyar a los gobiernos en el análisis de la realidad regional, y difundir buenas prácticas de políticas de igualdad de género.

El Observatorio de Igualdad de Género, que incluye también a España, Portugal y Andorra, no solo cuenta con un parámetro en el análisis comparativo, sino también con una historia que acerca a la región con los países de la península Ibérica, además de un pasado común marcado por la transmisión de valores culturales.

Durante la presentación del informe anual en Portugal, el énfasis de las oradoras fue puesto sobre el empoderamiento económico de las mujeres, promoviendo un pacto político por la igualdad económica de hombres y mujeres, y centrándose en el empleo de calidad, donde la igualdad en el mercado y la familia es un requisito central que debe ser asumido al más alto nivel de toma de decisiones.

La Secretaria de Estado portuguesa subrayó que la igualdad de género es clave para la competitividad y el desarrollo. Elsa Pais destacó, asimismo, que esto coincide con la creación de ONU-Mujeres, y felicitó a la CEPAL por el Observatorio de Igualdad de Género y la agenda de igualdad. “El conocimiento es central” subrayó, y recordó los acuerdos de Brasilia sobre el Observatorio. Por último, la secretaria destacó los avances realizados en su país en materia de leyes de violencia, de salud sexual y reproductiva, de paridad, de parentalidad y de matrimonio homosexual, que van en la dirección de la agenda de Brasilia y que son parte de sus planes de igualdad en 115 gobiernos locales.

mercredi 4 mai 2011

Humala entre Escila y Caribdis

Por Jürgen Schuldt
Universidad del Pacífico

La mutua indispensabilidad entre el gran capital extractivo extranjero y los gobiernos “nacionalistas” del subcontinente es evidente, pero debería mantenerse dentro de rangos bien delimitados. Que se trata de un equilibrio delicado lo demuestra la extraordinaria conversación que en Madrid sostuvieran Hugo Chávez y el presidente de Repsol (setiembre del 2009). Este le confiesa al líder del socialismo del siglo XXI que “nosotros estamos muy cómodos y siempre con muy buena relación con el gobierno, con PDVSA y con el ministro”, a lo que el bolivariano responde: “¿Te das cuenta? No somos tan diablos, ¿eh?”, añadiéndole de refilón: “¿Qué vamos a hacer con tanto gas?”. A lo que el español le respondió cachacientamente: “Alguna utilidad le encontraremos”.

La inevitabilidad del continuismo primario-exportador también la han descubierto nuestros vecinos más cercanos para cubrir sus inexplicablemente alicaídas arcas fiscales. Desde el proyecto de la Revolución Ciudadana, Rafael Correa se disparó contra sus crecientes opositores, confirmando aquellas preferencias: “Las comunidades no son las que protestan, sino un grupillo de terroristas. Los ambientalistas románticos y los izquierdistas infantiles quieren desestabilizar al gobierno” (diciembre 2007), porque “es un absurdo estar asentado sobre centenares de miles de millones de dólares y por romanticismos y novelerías decir no a la minería” (octubre 2008). Evo Morales, por su parte, marcaba la misma pauta contra quienes supuestamente querían “una Bolivia sin petróleo. Entonces, ¿de qué va a vivir Bolivia?” (octubre 2009).

De manera que, ni en esos países ni en el nuestro, existe posibilidad alguna para transitar del capitalismo al socialismo, como tampoco habrá cambio sustancial del modelo primario-exportador. Aunque a la larga (¿en unos veinte años?) sí podría constituirse el tan necesario mercado interno amplio, que nos cobije frente a los embates externos y nos asegure cierta paz social doméstica. Evidentemente tampoco se trata de cerrar todos los pozos gasíferos y las pozas mineras. Para eso está el Estado, quien deberá negociar adecuadamente las concesiones que se brinden a las empresas transnacionales (ETN), respetando los derechos de los pueblos y de la naturaleza.

Así que el comandante no debería despertar miedo alguno. Ese miedo debemos guardárnoslo para los que tienen miedo, que son los mismos que durante la campaña y en la CADE pasada se llenaron la boca con cocteles de inclusión social y que ahora vienen gestionando visas y preparando maletas para sus inversiones, ahorros, familias y mascotas. No parece que quieran construir una sólida democracia andina. ¿O será que los Nuevos Dueños del Perú estarán dispuestos, por una vez, a concertar, a cooperar y a compartir con el próximo gobierno para sentar las bases para ir estableciendo la igualdad de oportunidades?

El eje del muy completo y ambicioso plan de gobierno de Gana Perú propone reformar la económicamente fragmentada y socialmente excluyente sociedad, para convertirla paulatinamente en nación. Para ese efecto, la Gran Transformación consistiría en la aplicación de una serie de políticas redistributivas y de generación de ingresos para financiar programas sociales masivos y establecer un amplio y diversificado mercado interno descentralizado. Como tal es un programa claramente socialdemócrata, con lo que –bien llevado– ocuparía la yerma centroizquierda que el APRA abandonó hace décadas.

Los principales candidatos para sufragar el sustancial financiamiento requerido serán –sin duda y como debe ser– las grandes corporaciones de los sectores extractivos de nuestros recursos naturales no renovables. Por lo que habrán de incrementarse los impuestos a la renta para alimentar el canon y/o el que se aplicaría a las sobreganancias, así como las regalías para restituir el capital doméstico explotado.

En ese entendido, es evidente que la principal contradicción económico-política de este esquema dual de “desarrollo” radicará en la potencialmente conflictiva relación que pueda darse entre dos coaliciones. De un lado, actuarán las empresas transnacionales (ETN), a las que habrá que seguir ampliándoles cuidadosa y negociadamente las concesiones que son indispensables para financiar el proyecto político. Del otro lado del espectro, será indispensable cumplir con los desde siempre ignorados derechos e intereses de las poblaciones involucradas directa e indirectamente en esas explotaciones y de las que se encuentran en la base de la pirámide.

El desequilibrio distributivo y, consecuentemente, el choque de intereses pueden desatarse desde cualquiera de los dos bandos.

Sea porque el gobierno otorgue excesivas concesiones a las ETN, con lo que amenazaría el desborde social; sea porque la proliferación de las movilizaciones sociales traben la expansión del capital extranjero extractivista, con lo que se ahogaría la economía.

Por lo que Humala tendrá que aprender a navegar con mucha precisión –como Ulises en su momento– en ese estrecho marítimo que discurre entre las rocas habitadas por Escila y Caribdis. Será ese el reto que tendrá que asumir el timonel: escabullir a cada una de esas voraces criaturas para constituir la Economía Nacional de Mercado. Es un esfuerzo que parecería la cuadratura del círculo, ya que deberá cuidar –negociando las condiciones pertinentes– a las gallinas de los huevos de oro para poder alimentar el proceso que permita establecer el indispensable equilibrio sociopolítico y el que debe darse entre un mercado doméstico amplio y una sólida base de exportaciones.

Publicado en La República, Lima, 01/05/2011

mardi 3 mai 2011

Opinión

Sobre las debilidades de la izquierda colombiana

por Serrano Ribarroya

La cuestión de la posición minoritaria de la izquierda en el escenario político colombiano puede abordarse desde un doble punto de vista: por un lado, desde la perspectiva de la socialdemocracia europea; por otro, desde la perspectiva de las izquierdas latinoamericanas.


Desde el primero de los puntos de vista citados, habría dos izquierdas en Colombia. Una, homologada por la Internacional Socialista, sería la representada por el Partido Liberal Colombiano, una fuerza tradicional del establecimiento de Colombia. Otra, reconocida a duras penas como posible interlocutor de la socialdemocracia europea, es la encarnada por el Polo Democrático Alternativo. Esta opción política, poco conocida por la mayoría del centro-izquierda europeo, es considerada como excesivamente radical, dirigida coyunturalmente por sus corrientes internas antisistema y poco clara en su desvinculación ideológica respecto de la vía insurgente y del conflicto armado. Según esta primera perspectiva, en estos y otros elementos radicarían las causas de la marginalidad electoral del Polo, que no institucional y social. Recordemos que esta formación política gobierna Departamentos como Nariño y, sobre todo, Bogotá, al tiempo que está muy presente en los movimientos cívicos y sociales




Desde la perspectiva latinoamericana, la visión de las cosas es más compleja. Las inmensas desigualdades sociales, así como los escasos progresos en la lucha contra la pobreza y la indigencia exigen un programa profundamente transformador -radical- por parte de la izquierda colombiana, que venga a reemplazar a la antidemocrática y por lo demás inviable lucha armada. Además, el carácter del aparato de Estado colombiano -corrupto hasta la médula, extremadamente coercitivo, con vínculos con el narcotráfico y los paramilitares, que viola los derechos humanos o no los ampara de la forma debida-, reclaman de la izquierda un programa de reformas políticas e institucionales, de nuevo radical. Como en otras repúblicas andinas.


Pero, sin duda, la izquierda colombiana es débil, quizá por las causas que señala la socialdemocracia europea. Y también por otras que, sin ánimo de ser exhaustivos, vamos a apuntar como contribución a la reflexión colectiva. Citamos, en primer término, la atomización interna del Polo, sinónima de la atomización general de la representación política en Colombia. Utilizando una expresión prestada, diríamos que el Polo es una "sumatoria de debilidades", a la que recién se sumó el ex candidato presidencial Gustavo Preto, mediante la creación de un nuevo espacio político - Progresistas-, situado fuera del Polo.

En segundo término, esa atomización tiene un reflejo geográfico: el Polo, en paralelismo con las fuerzas conservadoras, se distribuye territorialmente en feudos, dando continuidad al 'caudillismo civil' y al gamonalismo -caciquismo le llaman los españoles- de tipo regional.


En tercer lugar, la izquierda política tiene una escuálida presencia en el mundo rural colombiano, poco dado, por lo demás, a la participación electoral por una serie de complejas razones que no es el momento de analizar. En un sistema político escasamente proclive a favorecer la participación electoral, la izquierda política parece perjudicada por el abstencionismo general. En unas elecciones presidenciales, el mayor porcentaje de abstención se dio en la primera vuelta de 1994, un 66'05% (Samper/Pastrana); el menor, en la segunda vuelta de 1998, un 40'98% (Pastrana/Serpa). En las elecciones presidenciales de 2010, se abstuvo un 50'70% del electorado en la primera vuelta, y un 55'52% en la segunda (Santos/Mockus).


En fin, enfrascado en su programa y sus mensajes radicales, el Polo subestima la importancia que asuntos como la violencia y la seguridad ciudadana tienen para la población en general y para las clases medias en particular. Estas, al compás de un sostenido crecimiento económico -con algún tímido logro en la lucha contra la pobreza y un sonado fracaso en la disminución de las desigualdades sociales-, adquieren un progresivo protagonismo social y político, y sienten poca simpatía por el mesianismo que empapa las propuestas y el lenguaje del Polo.


Tal vez las pistas por las que debiera transitar la izquierda colombiana para conquistar el favor electoral de los colombianos se llamen modernización (del Estado), democratización (de la sociedad y del Estado) y reforma (de la sociedad y de la economía). Con radicalidad pero con los consensos necesarios. Es menester recordar que la izquierda colombiana -Alianza Democrática-M19- participó activamente en la Constituyente de 1990 que dio a luz a la vigente Constitución de 1991. Uno de sus representantes, el actual Gobernador del Departamento de Nariño, Antonio Navarro, fue incluso vicepresidente de la Asamblea Constituyente. Con este antecedente, podemos afirmar que el proyecto de la izquierda colombiana ha de ser incluyente, abierto e institucional.

lundi 2 mai 2011

Panorama de las condiciones de trabajo en América Latina

Jürgen Weller*

Resumen. Para poder contar con condiciones laborales adecuadas, los trabajadores deben superar cuatro formas de exclusión: la exclusión del mercado laboral, la del empleo, la del empleo productivo y la del empleo de buena calidad en sectores de alta y mediana productividad. Por eso, la evolución de estas exclusiones durante las décadas recientes y la situación actual son imprescindibles para dar cuenta de las realidades del trabajo en América Latina. El autor subraya los cambios en los últimos años y concluye resaltando tres retos: enfrentar la elevada inestabilidad como característica del mercado laboral, perfeccionar la institucionalidad laboral existente y hacer frente a la desigualdad dentro y fuera del mercado de trabajo.

*Jürgen Weller es politólogo y economista por la Universidad Libre de Berlín. Trabaja como oficial de asuntos económicos de la Comisión Económica para América Latina y el Caribe (Cepal). Ha trabajado sobre aspectos de la evolución de los mercados laborales latinoamericanos, las instituciones y políticas laborales y el empleo juvenil.

Texto completo: http://www.nuso.org/upload/articulos/3761_1.pdf.

Publicado en la revista Nueva Sociedad 232, marzo-abril de 2011

vendredi 29 avril 2011

Opinión

Cuba: otros apuntes sobre el congreso

Ángel Guerra Cabrera


(...) En [este artículo] sintetizaré la política decidida en la reunión partidista [el sexto congreso del Partido Comunista de Cuba], centrada en la actualización” del modelo económico. Consiste en la erradicación del paternalismo, el igualitarismo y las concepciones idealistas en la organización de la sociedad. En cambios estratégicos en la economía, la política y la sociedad que permitan sostener y desarrollar la justicia social, la equidad y las libertades conquistadas por la revolución. Ello exige un modelo económico y social más solvente, eminentemente cubano, fuerte institucionalmente, adecuado a las necesidades, tradiciones y experiencias de la nación y a un entorno internacional extremadamente competitivo y volátil. El objetivo es fortalecer y perfeccionar el socialismo, decisión inequívoca del pueblo cubano. Los cambios están pensados para consolidar la economía, haciéndola mucho más eficiente y capaz de sacudirse de los embates de la crisis capitalista, con o sin bloqueo estadunidense.




El congreso decidió un plazo de cinco años al menos para desplegar en toda su complejidad el nuevo modelo económico y social, “sin caer en la improvisación ni el apresuramiento”, pero sin pausa. Resalta la descentralización de facultades, prerrogativas y decisiones hoy correspondientes a los órganos de gobierno nacionales que se trasferirán a las empresas estatales y administraciones locales. De la misma manera, la elevación del trabajo y su justa remuneración a la mayor jerarquía en la sociedad y, a la vez que una nueva y reforzada política tributaria, instrumentos centrales en la distribución de la riqueza social. Prevalecerá la planificación sobre el mercado pero sin dejar de poner atención a las tendencias de éste. Todo ello debe contribuir al desarrollo de la iniciativa y la responsabilidad personal como condición indispensable para romper los nudos que impiden el desarrollo de las fuerzas productivas.

Los medios fundamentales de producción continuarán como propiedad estatal de todo el pueblo, pero se ampliará considerablemente el campo a las formas de propiedad o gestión no estatales en numerosas producciones y servicios mediante un gran impulso al autoempleo y la microempresa; se elevará el límite de tierras ociosas que está permitido entregar en usufructo a particulares y cooperativas. La ampliación de actividades económicas fuera del ámbito estatal permitirá que el Estado deje de realizar funciones que hoy desvían su atención, concentrarse en elevar la eficiencia de la producción y los servicios básicos y crear un espacio para la reubicación de cientos de miles de trabajadores del sector público. La educación y la salud gratuitas y universales, la seguridad y la asistencia social, conquistas históricas de la revolución, continuarán dentro de la esfera estatal, que estará en mejores condiciones de elevar su calidad y continuo perfeccionamiento, logrando mejor servicio con menos gasto. Es el pueblo, la elevación de su nivel de vida, de sus valores éticos y políticos lo que anima este proceso.

La autonomía de las empresas y la descentralización del Estado son indispensables para potenciar la participación de los trabajadores en la gestión económica, comunitaria y estatal, logrando el nivel superior de democracia socialista requerido por este complejísimo programa de cambios. El alto nivel cultural y técnico de los cubanos podrá rendir ahora más y mejores frutos.

Igualmente, el éxito de este proceso depende de una elevación del papel dirigente del Partido Comunista, de un cambio en sus métodos y estilo de trabajo que exige deslindarlo de funciones gubernamentales. El poder del partido, señaló Raúl Castro, descansa básicamente en su autoridad moral, en la influencia que ejerce en las masas y en la confianza que el pueblo deposita en él. Con ese propósito está convocada para finales de enero próximo la conferencia nacional del partido, mandatada para revisar los estatutos y elegir nuevos miembros del Comité Central.

La celebración del congreso ha marcado un hito pero por sí misma no implica la solución automática de todos los problemas de la sociedad cubana, que exigen, en primer lugar de la escrupulosa aplicación de sus resoluciones, mucho trabajo y creatividad. Con orden, disciplina y exigencia, ha reclamado Raúl Castro. No incumplir los acuerdos de éste, como se hizo con congresos anteriores.

Publicado en La Jornada (México D.F.), 28/04/2011

jeudi 28 avril 2011

OPINIÓN. El caso de los hijos del expresidente Uribe.

"La verdad sobre Tomás y Jerónimo"

por León Valencia

En ocasiones han pasado de acusados a acusadores lanzando graves advertencias contra quienes se han atrevido a sacar a la luz pública los supuestos o reales desafueros.

El país necesita saber la verdad sobre Tomás y Jerónimo Uribe [el subrayado es nuestro].Los hijos del expresidente [Uribe] han sido mencionados en doce episodios de corrupción o de vinculación con actos y fuerzas ilegales. Nunca una familia presidencial en Colombia había sido vinculada a tantos hechos oscuros.

Quiero creer que son jóvenes ingenuos, con una intensa vida social, a quienes los criminales se les acercaron para utilizarlos en la comisión de sus delitos o para enlodar a su padre por animadversión política. Porque lo otro sería pensar que, a su corta edad, estos muchachos se han convertido en grandes delincuentes.

Ahora tienen encima los reflectores de los medios porque José Gélvez, alias 'el Canoso', paramilitar desmovilizado, confesó que Tomás y Jerónimo tenían una relación de negocios de artesanías con Héctor Ignacio Rodríguez, alias 'Nacho', acusado de narcotráfico y otros delitos. Dijo también 'el Canoso' que habían participado en reuniones con paramilitares.

Aparecieron en tratos con Carlos Náder Simonds, procesado por narcotráfico en Estados Unidos, en las pesquisas que demostraron que los correos con amenazas al periodista Daniel Coronell habían salido del computador del mentado Náder Simonds. También en relaciones con Wílmer Pérez, alcalde de San Antero, firmante del pacto de Santa Fe de Ralito, asesinado luego en extrañas circunstancias.

Yidis Medina habla de comunicaciones con Tomás en medio del escándalo por el delito de cohecho en función de la aprobación de la ley que autorizó la primera reelección. Igualmente Manuel Guillermo Cuello Baute, superintendente de Notariado y Registro, lo vincula al trámite de una notaría para un allegado en Tunja.

Las denuncias de la revista SEMANA los mostraron como beneficiarios especiales de las decisiones sobre las Zonas Francas aprovechando su situación privilegiada en el Palacio de Nariño. Así mismo, se los mencionó como promotores de la ley 1259, que limita el manejo y control de las basuras por los recicladores para favorecer la empresa Ecoeficiencia, de la cual eran accionistas.

Fueron señalados por David Murcia Guzmán como usufructuarios de las riquezas obtenidas por el escabroso fraude financiero perpetrado a través de las llamadas pirámides. Participaron de una reunión en ciudad de Panamá con los hermanos Nule en momentos en que se tramitaba la licitación de la Ruta del Sol.

Jerónimo fue acusado de fraude en sus pruebas de estudiante en la Universidad de los Andes. Después fue protagonista del escándalo que llevó al joven Nicolás Castro, alumno de la Universidad Jorge Tadeo Lozano, a la cárcel, sindicado de promover amenazas contra su vida en Facebook, en medio de rumores que hablaban de una tensa relación entre los dos muchachos.

¿Qué es verdad de todo esto? ¿Aparecerán nuevas cosas en los próximos meses? Los colombianos necesitamos saber hasta dónde llegaron estos jóvenes. No solo está en juego la dignidad de la figura presidencial. Es que, además, como van las cosas, estos muchachos a la vuelta de veinte años serán personas decisivas en la vida nacional por haber amasado grandes fortunas o por ostentar altos cargos públicos. Ninguna de estas acciones debería quedar en la penumbra.

Hasta el momento los hijos del expresidente han respondido de manera aislada a las acusaciones. Cada vez que aparece una mención salen a desmentir la denuncia o a explicar el encuentro con uno u otro delincuente como un hecho casual. En ocasiones han sido defendidos por su padre. En otras han pasado de acusados a acusadores lanzando graves advertencias contra quienes se han atrevido a sacar a la luz pública los supuestos o reales desafueros.

Sería bueno que la familia presidencial impulsara o permitiera un ejercicio de verdad: la conformación de una comisión especial de investigación que indague uno por uno los acontecimientos y pueda hacerse a una visión completa de la historia de Tomás y Jerónimo. Que tenga acceso al patrimonio adquirido en los últimos años. Que visite y hable en extenso con las personas que han proferido las acusaciones. Que pueda ahondar en las relaciones comerciales o de amistad que frecuentaron.

Fuente: revista Semana. Publicado en Corporación Arco Iris, 24/04/2011.

mercredi 27 avril 2011

¿Qué nos enseñan los 20 años del Mercosur?

por Mercedes Isabel Botto

Resumen: A 20 años de la puesta en marcha del Mercosur, no solamente se amplió el número de sus integrantes, sino que asistimos a cambios políticos e ideológicos en los países miembros. Si la piedra fundamental de la integración fue colocada en un contexto de hegemonía neoliberal, hoy se exploran otras vías, en las que se asigna al Estado un rol inevitable en el desarrollo. En ese marco, en la reunión de Córdoba de 2006, se lanzó la etapa del «Mercosur Social y Productivo», que procura revertir el desencanto de un proceso con excesivo énfasis en las políticas comerciales y con muchas debilidades en áreas como educación, integración productiva y políticas medioambientales.

Texto completo en: http://www.nuso.org/upload/articulos/3759_1.pdf

Publicado en Nueva Sociedad, 232, marzo-abril 2011

mardi 26 avril 2011

Españoles en el mundo

por Yoaní Sánchez

Capitolio, ron, música salsa tocada en las esquinas, autos que por fuera parecen piezas de coleccionista aunque bajo la carcasa se estén cayendo a pedazos. Eso y más en el capítulo de “Españoles en el mundo” filmado aquí en La Habana. Cincuenta minutos con historias de inmigrantes asturianos, gallegos, andaluces, que han trasladado sus sueños desde el otro lado del Atlántico. Todo es lindo y azul, salpicado de salitre; pero algo no encaja.

Mientras miro el serial tengo la impresión de que me están narrando otro país, una dimensión lejana y con tintes sepias. Las anécdotas de vida de los siete protagonistas, ocurren para mí en un espacio muy distinto a la cotidianidad que conozco. Y aunque me repito –para calmarme– que el serial versa sobre peninsulares regados por el globo terráqueo y no en torno a cubanos perdidos en su propia geografía, no puedo evitar tener una sensación de timo cuando ponen los créditos.

Los guionistas escamotean hábilmente el detalle de que los entrevistados son poseedores de prerrogativas inalcanzables para los nacionales. Les falta decir que pasar una noche en la Bodeguita del Medio o en el cabaret Tropicana, rentar una oficina en el edificio Bacardí, administrar empresas de cosméticos o tabaco, cenar con langosta y vino, son privilegios accesibles –de forma casi exclusiva– para el bolsillo de los extranjeros. Ni hablar del hermoso paseo en yate en una de las últimas escenas, vedado por ley para 11 millones de habitantes. Carece pues, este moderno y divertido programa, de la explicación del desequilibrio, de la narración en torno a la brecha que separa a estos españoles que vienen del mundo de los cubanos que nacimos aquí.

Publicado en Generación Y, 25/04/2011

mercredi 20 avril 2011

Absurda salida de la CAN

Analistas afirman que las importaciones aumentarán de precio y el suministro de productos peligrará cuando Venezuela concrete su salida de la Comunidad Andina.

Las importaciones se encarecerán y su suministro peligrará cuando Venezuela concrete en estos días su salida de la Comunidad Andina (CAN), alertan gremios empresariales, mientras el gobierno, que persiste en su decisión, busca acuerdos bilaterales con los países del bloque.

"Vamos a tener una debilidad en la comercialización por la salida de la Comunidad Andina (...) y como consecuencia, desabastecimiento y desempleo", aseguró Eduardo Quintana, presidente de la patronal Fedecámaras en el Estado de Vargas.

Pero el gobierno venezolano sigue adelante en la ruptura del acuerdo que unió a Venezuela con Perú, Bolivia, Colombia y Ecuador por 40 años y que representó 3.144 millones de dólares de importaciones venezolanas en 2010, según el Instituto de Estadística.

"El 22 de abril vamos a tener relaciones de otro tipo con los países de América Latina. Ya con Bolivia se ha firmado el acuerdo que va a sustituir el acuerdo de la CAN", citó el canciller venezolano, Nicolás Maduro.

La discusión de los principios que regirán el comercio bilateral será también cuestión central de la reunión entre los mandatarios venezolano Hugo Chávez y el colombiano Juan Manuel Santos, el 9 de abril.

En 2006, Venezuela se desvinculó de la CAN por su desacuerdo con los tratados de libre comercio suscritos por Perú y Colombia con Estados Unidos. Sin embargo, los acuerdos comerciales fruto de su pertenencia a este organismo regional sólo perderán vigencia el próximo 21 de abril.

A partir de esa fecha, la zona de libre comercio que eliminaba los aranceles entre los miembros del bloque andino desaparecerá, lo que elevará entre un 15 y un 20% las tasas de las importaciones venezolanas provenientes de la CAN, según la firma de análisis Ecoanalítica.

Eso "inevitablemente se va a transformar en una mayor inflación (...) En el bolsillo de los venezolanos lo vamos a sentir", dijo el presidente de Consecomercio, Fernando Morgado.

Frente a la CAN, Venezuela fortaleció sus vínculos con el ALBA, al que pertenecen también Bolivia y Ecuador. En una cumbre la próxima semana en Caracas los mandatarios de los países miembros discutirán la "construcción de una zona económica de desarrollo" y de un "mercado común", dijo Maduro.

Paralelamente, se espera también la aprobación del Senado de Paraguay para que Venezuela ingrese plenamente al Mercosur, integrado por Brasil, Argentina, Paraguay y Uruguay. Con ese bloque, el gobierno venezolano impulsó un intercambio comercial que ha crecido "exponencialmente", dijo el diputado Saúl Ortega (del partido PSUV).

Pero según cifras del INE, desde el 2006 las compras al Mercosur aumentaron solo un 8,5% y no pudieron cubrir la caída del 23% en las importaciones de la CAN, debida principalmente a la crisis diplomática entre Venezuela y Colombia de los años 2009 y 2010, que hizo desplomarse el comercio bilateral.

Para Félix Arellano, director de la Escuela de Estudios Internacionales de la Universidad Central de Venezuela, el gobierno venezolano cambió un bloque la CAN, con normas de "carácter obligatorio para todos los miembros", por otro Mercosur que "no tiene mecanismos para hacer cumplir las normas a Venezuela".

El experto lamentó que el gobierno venezolano tenga un "manejo discrecional e ideológico" de sus relaciones comerciales.

En la misma línea, el sector productivo y comercial venezolano acusó al gobierno de Chávez de canalizar los intercambios con los países suramericanos a través de empresas estatales y de restar participación a los grupos privados.

"No será nada alentador el escenario comercial que nos espera después de abril", señaló en un comunicado la Asociación de Exportadores (AVEX).

Según cálculos de los diferentes gremios, el fin de las tasas preferenciales encarecerá las partes de vehículos entre un 5% y un 15%, los vehículos hasta 40% y los alimentos un 18%, entre otros.

"Estamos solos y empezaremos a pagar las consecuencias", afirmó Morgado.

"El pueblo venezolano está aislado, perdiendo oportunidades, perdiendo ingresos y perdiendo empleos", concluyó Arellano.

por TalCualDigital, abril 2011

Enlace: http://www.talcualdigital.com/index.html